COMUNICAÇÃO AUMENTATIVA E ALTERNATIVA (CAA) NO TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA: EVIDÊNCIA NA PRIMEIRA INFÂNCIA
Resumo
Objetivo: Analisar evidências sobre a eficácia da CAA no desenvolvimento comunicativo de crianças com TEA na primeira infância.
Método: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, de abordagem qualitativa e caráter exploratório-descritivo, com busca de publicações nacionais e internacionais nas bases de dados SciELO, PubMed, Google Acadêmico e portal de periódicos da CAPES, utilizando os descritores: "comunicação aumentativa e alternativa", "transtorno do espectro autista", "primeira infância", "fonoaudiologia", "augmentative and alternative communication" e "autism spectrum disorder". Foram incluídos artigos originais, revisões sistemáticas, diretrizes e legislações publicados entre 2017 e 2025.
Resultados: Os 24 estudos que evidenciaram esta revisão, demonstraram que a CAA, quando implementada precocemente por equipe fonoaudiológica especializada com envolvimento ativo da família, promove ganhos expressivos na comunicação funcional, no repertório lexical, na redução de comportamentos não adaptativos e na melhoria da qualidade de vida de crianças com TEA. O Sistema de Comunicação por Troca de Figuras (PECS) e os dispositivos geradores de fala (DGF) destacaram-se como as abordagens com maior respaldo empírico. O engajamento familiar e a capacitação dos parceiros comunicativos mostraram-se determinantes para a generalização e manutenção dos ganhos alcançados.
Conclusão: A CAA constitui intervenção fonoaudiológica indispensável para crianças com TEA na primeira infância, devendo ser iniciada tão logo identificados os sinais de comprometimento comunicativo. A consolidação de políticas públicas que garantam acesso a esses recursos, bem como a formação continuada dos profissionais e o suporte sistemático às famílias, são condições fundamentais para a efetividade e sustentabilidade dessas intervenções no contexto brasileiro.
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